Samba nega comentar “assalto” de VO: “Estamos focados em suplantar o desfile anterior”

Samba nega comentar “assalto” de VO: “Estamos focados em suplantar o desfile anterior”

O Samba Tropical negou comentar a intenção do Vindos de Oriente de fazer um assalto com 1000 foliões na noite em que esse emblemático grupo costuma desfilar a solo, no Carnaval do Mindelo. Segundo David “Daia” Leite, o Samba está apenas empenhado em levar o habitual brilho às ruas d’morada no dia 4 de Março, sem defraudar a expectativa do público. O nosso foco é esse e não faz sentido virmos neste momento comentar as intenções e o trabalho de um grupo”, diz Daia.

Os trabalhos do ST, garante o presidente do grémio, estão a correr de vento em popa: os estaleiros foram montados em Novembro, a construção do carro alegórico começou em Dezembro e os ensaios prontos a arrancar no dia 2 de Fevereiro no campo da Academia Carlos Alhinho, no centro da cidade. Além disso, acrescenta, a Câmara de S. Vicente libertou a primeira tranche da ajuda financeira em Janeiro, o que facilitou o trabalho logístico.

Por esta e outras razões, o chamado “grupo de segunda-feira à noite” conta superar o desfile do ano passado, que foi dedicado à diva Cesária Évora. Este ano, o enredo irá gravitar em torno de Blimunde, figura central de uma lenda que narra a estória de um boi gigantesco, inteligente e amante da liberdade na majestosa ilha de Santo Antão.

“Na verdade, a fábula de Blimunde simboliza a resiliência do povo cabo-verdiano. Era um boi descomunal que prezava a liberdade e que ninguém mandava nele, nem mesmo o Rei. Mas ele acabaria por ser enganado pelo Rei, que no fundo representa o poder”, conta David Leite, presidente do Samba Tropical, grupo que decidiu mergulhar-se na essência da cultura popular cabo-verdiana, mas sem expressar isso de forma realística.

Este ano, o som do Samba e dos grupos oficiais deverá propagar-se com toda a sua potência por todas as artérias da cidade do Mindelo. Tudo indica, segundo Daia Leite, que o prometido sistema sonoro será finalmente instalado em todo o circuito. “Ainda não é oficial, mas a Câmara de S. Vicente e a Ligoc têm estado a trabalhar nesse sentido e tudo indica que teremos esse sistema pronto este ano”, adianta o presidente do Samba Tropical, para quem, se as coisas correrem como previsto, o Carnaval de São Vicente irá dar um salto qualitativo sem precedentes.

KzB